AZTEC 1948: O CASO UFO QUE FOI ENTERRADO COMO FRAUDE VOLTA AO CENTRO DO MISTÉRIO
Uma nova investigação revisita testemunhos sobre um suposto disco de 30 metros, até 16 corpos e uma operação militar secreta — e questiona se o chamado “outro Roswell” foi descartado cedo demais
Os protagonistas são Scott e Suzanne Ramsey, um casal que passou mais de três décadas investigando o que aconteceu em 25 de março de 1948 em Hart Canyon. Eles argumentam que classificar o caso como uma farsa obscureceu declarações e documentos que mereciam uma análise mais aprofundada.
Uma espaçonave de 30 metros e uma oração por seus ocupantes.
Segundo depoimentos recolhidos pelos Ramseys, vários civis chegaram ao local após serem alertados para um incêndio em vegetação rasteira e encontraram um disco com cerca de 30 metros de diâmetro. Sua superfície parecia metálica, sem rebites ou soldas visíveis, e a estrutura estava apoiada no solo sem danos significativos.

Segundo relatos, dois operários, Doug Noland e Bill Ferguson, observaram figuras imóveis através de um buraco em uma janela. Ao inserir uma ferramenta pelo buraco, Ferguson teria acionado um mecanismo que abriu uma escotilha.

Os relatos descrevem seres baixos com aparência infantil, vestindo macacões azuis. As versões indicam que o número de ocupantes falecidos varia entre 14 e 16.
O pastor batista Solon Brown também teria testemunhado a cena. Segundo a reconstituição feita pelos investigadores, quando os militares começaram a remover os corpos, pediram-lhe que administrasse a extrema-unção.
“Não sou católico. Sou pastor batista, mas terei prazer em orar por eles“, teria respondido ele.

Os Ramseys destacam as semelhanças entre as descrições da embarcação, seus ocupantes e a chegada dos militares. Grande parte desse depoimento foi coletada décadas após o suposto incidente, um intervalo de tempo que deve ser considerado ao avaliar as lembranças.
Fraude ou acobertamento?
A história ganhou notoriedade com o livro “Behind the Flying Saucers” (Por Trás dos Discos Voadores), publicado por Frank Scully em 1950. Sua credibilidade foi prejudicada quando duas de suas fontes, Silas Newton e Leo GeBauer, se envolveram em um caso de fraude relacionado a um dispositivo detector de petróleo.
Para os Ramseys, esse precedente por si só não basta para descartar os outros depoimentos. A investigação deles inclui arquivos do FBI e uma gravação de agentes da Força Aérea interrogando um homem ligado a uma conferência sobre OVNIs. Eles interpretam esse interesse como um sinal de que as autoridades estavam tentando identificar as fontes da história.

Uma das declarações mais surpreendentes vem de um ex-soldado entrevistado por Scott Ramsey. Segundo ele, seu trabalho era alterar os registros de cerca de 200 participantes da suposta operação de recuperação, para que constassem como estando lotados em outro local.
Esse procedimento teria permitido que ele negasse posteriormente sua presença em Aztec. No entanto, a principal alegação desse depoimento não é comprovada pelos registros apresentados no episódio.
Evidências físicas?
Em Hart Canyon, os investigadores identificaram uma laje de concreto que acreditam ter sido usada para suportar máquinas pesadas na remoção do disco. Também identificaram árvores danificadas e possíveis vestígios de trabalhos posteriores, embora a sua ligação ao alegado incidente permaneça não confirmada.
A pista mais concreta é uma pequena esfera polida que os Ramseys afirmam ter encontrado enterrada ali em 1999. Uma análise inicial indicou uma concentração de irídio em torno de 40%, o que aumentou as expectativas sobre sua origem.
As novas medições, contudo, não reproduziram esse resultado: não detectaram o irídio anunciado, e a densidade do objeto também se mostrou inconsistente com essa composição. Portanto, as evidências apresentadas não permitiram atribuir uma origem extraterrestre ao objeto.
“Estamos aqui para descobrir“, respondeu Scott Ramsey ao resultado desfavorável.
Assim, a história dos astecas permanece controversa, sustentada por depoimentos que seus pesquisadores consideram convergentes, mas sem evidências físicas que confirmem a recuperação de uma nave não humana. A questão que motiva os Ramseys permanece em aberto: o descrédito das fontes iniciais levou ao descarte prematuro do restante do caso?
Fonte: MysteryPlanet

