URGENTE: PENTÁGONO LIBERA SEXTO LOTE DE ARQUIVOS SOBRE UFOS

Nova remessa divulgada em 18 de setembro reúne documentos históricos, registros ligados ao Projeto Blue Book, materiais do AAWSAP e vídeos

A publicação ocorre poucos dias depois de o Pentágono criar uma via específica para que pessoas vinculadas ao Departamento de Defesa forneçam informações sobre UAPs ao projeto PURSUE

O governo dos Estados Unidos deu nesta sexta-feira, 18 de setembro de 2026, mais um passo em seu atual processo de divulgação de arquivos relacionados aos Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs), tradicionalmente conhecidos como UFOs ou OVNIs. O Departamento de Guerra disponibilizou o sexto lote de registros do Presidential Unsealing and Reporting System for UAP Encounters (PURSUE), programa criado para localizar, revisar, desclassificar e tornar públicos documentos sobre o fenômeno mantidos por diferentes órgãos federais.

A sexta liberação amplia um processo iniciado em 8 de maio de 2026, quando o governo norte-americano colocou no ar o primeiro conjunto de documentos, fotografias e vídeos. Desde então, novas remessas foram publicadas em 22 de maio, 12 de junho, 10 de julho e 7 de agosto. O governo informou desde o início que o material seria divulgado progressivamente, à medida que documentos fossem localizados, examinados e liberados das restrições de segurança.

A iniciativa nasceu de uma determinação do presidente Donald Trump para que órgãos federais identificassem e revisassem arquivos relacionados a UAPs, UFOs, vida extraterrestre e assuntos associados. O esforço envolve não apenas o Departamento de Guerra, mas também o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI), FBI, NASA, Departamento de Energia, AARO e componentes da comunidade de inteligência. Segundo a página oficial do PURSUE, a tarefa exige coordenação entre dezenas de órgãos e a análise de dezenas de milhões de registros acumulados durante décadas, parte deles existente somente em papel.

Acesse o arquivo oficial do PURSUE

O que aparece no sexto lote

A nova remessa chama atenção pela variedade histórica do material. Entre os registros destacados na base oficial está documentação associada ao Projeto Blue Book, programa da Força Aérea dos Estados Unidos que investigou relatos de UFOs entre as décadas de 1950 e 1960. Um dos documentos listados refere-se a um caso de Tremonton, Utah, de 2 de julho de 1952, episódio clássico da história da investigação oficial norte-americana sobre UFOs.

DOW-UAP-D103, Arquivo Fotográfico do Projeto Blue Book relacionado ao filme Tremonton, Utah, 1952

Também aparecem documentos ligados ao Advanced Aerospace Weapon System Applications Program (AAWSAP), programa iniciado em 2008 e frequentemente mencionado na história recente das investigações governamentais sobre fenômenos anômalos. Entre os registros da nova remessa estão documentos sobre os objetivos do AAWSAP, sua solicitação e ordem original, além de trabalhos técnicos produzidos no contexto do programa.

A página exibida para a sexta liberação informa 71 arquivos e disponibiliza pacotes separados para documentos e vídeos. Como ocorre com os lotes anteriores, o interesse real do material dependerá de uma análise detalhada de cada registro e de sua procedência. O fato de um documento integrar o arquivo PURSUE não significa que o governo esteja confirmando que seu conteúdo represente tecnologia extraterrestre ou mesmo um fenômeno genuinamente anômalo.

DOW-UAP-PR135, Relatório de UAP não resolvido, Oriente Médio, 2025

Essa ressalva é particularmente importante porque o próprio governo define os materiais reunidos na plataforma como casos não resolvidos, situação que pode ocorrer simplesmente pela insuficiência de informações disponíveis. O Departamento também afirma que muitos dos registros publicados foram submetidos à revisão de segurança, mas não necessariamente a uma análise capaz de determinar a natureza das anomalias relatadas.

Um arquivo que continua crescendo

O sexto lote faz parte de uma coleção que vem crescendo desde maio. A primeira liberação incluiu documentos históricos, fotografias, vídeos militares, registros do FBI e materiais relacionados às missões Apollo. Alguns vídeos mais recentes mostravam objetos registrados por sensores militares em regiões como Iraque, Síria, Grécia, Emirados Árabes Unidos e Oriente Médio.

O interesse público pelo projeto foi significativo. Em junho, quando anunciou o terceiro lote, o Departamento informou que a página dedicada aos arquivos havia registrado mais de 1,7 bilhão de acessos desde seu lançamento em 8 de maio — número divulgado pelo próprio governo e que deve ser entendido como acessos ao site, não necessariamente usuários individuais.

A importância histórica do PURSUE talvez esteja menos em um único documento espetacular e mais na tentativa de reunir em um mesmo repositório registros que permaneceram durante décadas espalhados por diferentes departamentos e agências. Isso permite que pesquisadores comparem documentos históricos com registros contemporâneos, identifiquem a origem de determinadas alegações e reconstruam como diferentes setores do governo norte-americano trataram o assunto ao longo do tempo.

Ao mesmo tempo, quantidade não deve ser confundida com qualidade da evidência. A presença de um relato em documentação oficial demonstra que determinada informação foi registrada ou investigada pelo governo; não significa automaticamente que aquilo descrito no documento tenha sido comprovado. Essa distinção será fundamental na análise do sexto lote.

A liberação acontece em um momento especialmente importante

A chegada do novo conjunto de arquivos ocorre apenas quatro dias depois de outra decisão relevante. Em 14 de setembro, o Pentágono anunciou uma autorização específica destinada a permitir que atuais e antigos militares, funcionários civis e determinados contratados que possuam informações de defesa nacional relacionadas a UAPs possam transmiti-las diretamente aos representantes do PURSUE sem incorrer, dentro dos limites definidos pela medida, nas sanções civis e administrativas previstas em determinados acordos de confidencialidade e de acesso a programas especiais.

DOW-UAP-PR152, Relatório de UAP não resolvido, Mar Amarelo, 2023

A medida é significativa, mas possui limitações. Segundo reportagens sobre a nova regra, a proteção é direcionada às comunicações feitas ao PURSUE e não equivale a uma autorização geral para divulgar informações classificadas à imprensa ou ao público. Também foram levantadas dúvidas sobre seu alcance em relação a pessoas vinculadas a outros setores da comunidade de inteligência e a determinados acordos privados.

Esse novo canal pode, contudo, produzir consequências para as próximas liberações. Se pessoas que anteriormente consideravam seus acordos de confidencialidade um obstáculo passarem a fornecer documentos ou informações aos investigadores do PURSUE, novos materiais poderão entrar no processo de revisão e eventual desclassificação.

O que realmente poderá estar escondido nesses arquivos?

É justamente aqui que começa a parte mais interessante para pesquisadores da Ufologia. Um lote contendo dezenas de documentos dificilmente pode ser avaliado pelas manchetes ou pelos nomes dos arquivos. Será necessário abrir os registros, verificar datas, autoria, contexto, cadeia documental, eventuais anexos, censuras e referências cruzadas com materiais já conhecidos.

Alguns documentos podem simplesmente oferecer novas versões de histórias já conhecidas. Outros poderão preencher lacunas históricas. E existe sempre a possibilidade de que determinados registros tragam informações ainda pouco exploradas sobre investigações governamentais, programas, observações militares ou análises técnicas.

Até agora, porém, o material tornado público pelo PURSUE não estabelece evidência conclusiva de origem extraterrestre para os UAPs. Uma análise crítica publicada após a primeira liberação, por exemplo, argumentou que muitos dos documentos eram materiais históricos conhecidos, registros incompletos ou evidências incapazes de sustentar conclusões extraordinárias. Essa é uma interpretação crítica que precisa ser considerada ao lado das expectativas de pesquisadores que esperam encontrar informações inéditas nas sucessivas liberações.

O sexto lote, portanto, não deve ser tratado como uma “revelação extraterrestre”. Ele representa algo diferente e potencialmente importante: mais documentação oficial entrando no domínio público, onde deixa de depender apenas de relatos indiretos e pode ser examinada por pesquisadores, jornalistas e pelo próprio público.

E essa talvez seja a questão mais relevante deste 18 de setembro. Com seis lotes já divulgados e o governo afirmando que novas remessas continuarão sendo publicadas, a pergunta deixa de ser apenas quanto o Pentágono possui sobre UFOs.

Passa a ser outra: entre milhões de páginas acumuladas durante décadas, existe algum documento capaz de mudar aquilo que sabemos sobre o fenômeno?

A resposta poderá estar em algum dos arquivos já publicados — ou talvez ainda esteja esperando pelo próximo lote.

Fonte: NewsNation e War.gov

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