“A CONSCIÊNCIA CRIOU O UNIVERSO” — E ISSO PODE EXPLICAR O MISTÉRIO DOS UFOs
O empresário aeroespacial Robert Bigelow, conhecido por financiar durante décadas pesquisas relacionadas aos UFOs/UAPs, fenômenos paranormais e à sobrevivência da consciência após a morte, voltou a apresentar uma interpretação bastante ousada sobre a natureza da realidade
Em episódio recente de seu podcast, Bigelow defendeu que a consciência não seria simplesmente um produto do cérebro humano. Ao contrário: ela precederia a matéria e estaria, em última instância, na origem de tudo o que existe no Universo.
Segundo Bigelow, existem evidências suficientemente fortes para considerar que a consciência humana continua existindo depois da morte do corpo físico. Em sua interpretação, o ser humano não seria apenas uma máquina biológica cuja existência termina quando o organismo deixa de funcionar. A mente — ou consciência — transcenderia aquilo que percebemos como realidade tridimensional e continuaria existindo em outro nível ou plano.

Essa convicção está diretamente relacionada às pesquisas que Bigelow financiou ao longo dos anos. Por meio do Bigelow Institute for Consciousness Studies (BICS), ele promoveu inclusive uma competição internacional que distribuiu US$ 1,8 milhão em prêmios para trabalhos que apresentassem evidências relacionadas à sobrevivência da consciência após a morte corporal.
A ligação entre consciência e UFOs
É justamente nesse ponto que o pensamento de Bigelow se conecta diretamente ao fenômeno UFO.
Para ele, estudar a sobrevivência da consciência e investigar UFOs/UAPs talvez não sejam atividades independentes. Os dois fenômenos poderiam fazer parte de uma realidade muito mais ampla que ainda não compreendemos.
Essa percepção teria sido reforçada pelas pesquisas realizadas em iniciativas como o AAWSAP/BAASS, programa financiado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos e associado às investigações conduzidas em locais como o Skinwalker Ranch.
Segundo o artigo, os pesquisadores envolvidos nesses estudos perceberam que determinados episódios atribuídos aos UAPs aparentemente não se limitavam à manifestação física de objetos incomuns no céu. Alguns casos também envolveriam efeitos psicológicos, alterações na percepção das testemunhas e acontecimentos de alta estranheza, sugerindo uma interação muito mais complexa entre observador e fenômeno.
Na interpretação apresentada por Bigelow, o Universo funcionaria como um sistema aberto no qual a consciência teria uma participação fundamental.
A hipótese chega a um ponto particularmente provocador: aquilo que chamamos de tecnologia não humana talvez não funcione exclusivamente através dos princípios mecânicos convencionais utilizados por nossa civilização.
A própria consciência poderia funcionar como uma interface tecnológica.
Ou seja, uma inteligência não humana suficientemente avançada poderia estabelecer uma ligação direta entre mente, máquina e realidade física.

Uma possível interface entre mente e tecnologia
O artigo relaciona essa hipótese a declarações feitas pelo jornalista investigativo Ross Coulthart.
Coulthart afirma ter conversado com mais de vinte pessoas relacionadas ao tema e diz ter recebido relatos segundo os quais determinadas tecnologias supostamente recuperadas apresentariam características extraordinárias.
Entre as informações que lhe teriam sido transmitidas, estaria justamente a existência de uma espécie de interface mental com a engenharia da tecnologia, envolvendo consciência ou alguma forma de conexão avançada entre operador e máquina que estaria além das capacidades tecnológicas humanas atuais.
Essa possibilidade muda radicalmente a maneira tradicional de imaginar uma nave extraterrestre.
Em vez de painéis, alavancas, botões e sistemas de controle semelhantes aos encontrados em nossas aeronaves, uma tecnologia extremamente avançada poderia responder diretamente à consciência de seu operador.
Nesse cenário, pensamento, intenção e máquina fariam parte de um único sistema.
Para Bigelow, as inteligências relacionadas aos UAPs poderiam dominar aspectos da realidade que nossa ciência atual ainda não consegue compreender adequadamente. A consciência, não vinculada exclusivamente ao organismo biológico, poderia, segundo essa interpretação, exercer influência sobre matéria e energia.
O que isso significaria para a abertura ufológica
Talvez a consequência mais intrigante da argumentação de Bigelow esteja justamente aqui.
Se essa hipótese estiver correta, uma eventual Abertura Ufológica não consistiria simplesmente em um governo anunciar: “Os UFOs são reais.”
Nem terminaria necessariamente com a apresentação de destroços, fotografias, vídeos ou mesmo de uma nave recuperada.
As implicações seriam muito maiores.
Seria necessário reconsiderar o que é consciência, o que é matéria, o que significa estar vivo e até mesmo qual é a verdadeira natureza da realidade.
Nesse sentido, o problema UFO deixaria de ser exclusivamente aeroespacial ou tecnológico para tornar-se também filosófico, biológico e até espiritual.
Bigelow acredita que o estudo da consciência e a investigação dos UAPs estão convergindo justamente nesse território.
Segundo ele, ao longo da existência ocorreria uma espécie de desenvolvimento espiritual, no qual dois elementos seriam particularmente importantes: amor e conhecimento.
Uma consciência coletiva
Bigelow vai ainda mais longe. Segundo sua hipótese, as consciências que sobrevivem à morte física não permaneceriam necessariamente isoladas umas das outras. A acumulação dessas consciências poderia formar algo muito maior.
Ele descreve a possibilidade de uma espécie de superconsciência coletiva extremamente poderosa, que funcionaria como uma consciência criadora e como princípio unificador do próprio cosmos.
Isso conduz à ideia central apresentada no artigo “a consciência não teria surgido dentro do Universo; o Universo teria surgido a partir da consciência”.
Nesse modelo, aquilo que chamamos de matéria seria apenas uma manifestação de uma realidade mais fundamental.
E essa interpretação teria consequências extraordinárias para a ufologia.
Se determinadas inteligências não humanas compreenderem ou dominarem essa relação entre consciência e matéria, talvez algumas características aparentemente impossíveis dos UFOs — sua forma de movimentação, interação com testemunhas ou relação com a percepção humana — não possam ser explicadas apenas através da engenharia convencional.
A chave para compreender o fenômeno talvez não esteja somente em olhar para o céu, estudar radares ou analisar supostos destroços.
Talvez também seja necessário compreender a própria consciência.
Essa é, essencialmente, a tese provocadora apresentada por Bigelow: o mistério dos UFOs e o mistério da consciência podem ser partes diferentes de um mesmo problema — a verdadeira natureza da realidade.

