NOVOS DOCUMENTOS SOBRE UFOS CONFIRMAM RELATOS DE REUNIÕES PARA TRATAR SOBRE “BOLAS DE FOGO VERDES” EM 1949

Em meio a todos os vídeos e fotos do quarto lote de arquivos sobre OVNIs do Pentágono, encontra-se um documento que confirma a realização de uma conferência secreta por cientistas em 1949 para discutir a presença de “bolas de fogo verdes” perto de Los Alamos, Novo México. Entre os participantes estavam cientistas renomados, incluindo alguns que trabalharam no Projeto Manhattan

Isso confirma as reportagens de George Knapp e da KLAS ao longo das décadas sobre esse acontecimento, bem como a resposta do governo. Parte da cobertura de longo prazo de Knapp foi a divulgação deste lote de 10 arquivos anteriormente classificados.

Entre 1949 e 1951, a Força Aérea dos EUA executou um programa chamado Projeto Twinkle para aprender mais sobre fenômenos luminosos misteriosos relatados por militares, principalmente no sudoeste dos Estados Unidos e frequentemente perto ou sobre locais militares sensíveis.

Arquivos sobre as reuniões.

O Projeto Twinkle também esteve envolvido na investigação de relatos de bolas de fogo verdes no céu perto de Los Alamos.

O Projeto Twinkle, na verdade, fazia parte de outro programa secreto chamado Projeto Grudge. O Grudge também foi um projeto da Força Aérea dos EUA para investigar OVNIs, que começou em 1949 e terminou em 1951. O Grudge veio depois do Projeto Sign, um programa semelhante que funcionou de 1947 a 1949, conforme confirmado na divulgação de documentos de sexta-feira.

Nos documentos do Projeto Twinkle, fenômenos luminosos são documentados acima e perto de diversas instalações militares. Muitos dos relatos se concentram nos estados do sudoeste dos EUA. Alguns relatos descrevem várias pessoas avistando luzes verdes e de outras cores, ou bolas de fogo, no céu.

Arwuivos sobre o Projeto Twinkle

Algumas tinham características de meteoros, mas outras foram descritas como capazes de parar e recomeçar.

No relatório final do Projeto Twinkle de 1951, apresentado abaixo (inicialmente divulgado por George Knapp e pela KLAS), o governo concluiu que a maioria dos fenômenos luminosos observados poderia ser “atribuída a objetos artificiais, como aviões, balões, foguetes, etc. Outros podem ser atribuídos a fenômenos naturais, como pássaros voando, pequenas nuvens e meteoritos.”

O relatório final também afirmou: “Não houve indicação de que mesmo as observações um tanto estranhas, frequentemente chamadas de ‘bolas de fogo verdes’, sejam algo além de fenômenos naturais.”

O caso mais famoso envolveu um piloto militar

No final de novembro de 1948, moradores de Albuquerque, no estado do Novo México, começaram a relatar o aparecimento de misteriosos rastros verdes cruzando o céu durante a noite. Inicialmente, a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) afirmou que as luzes eram apenas sinalizadores disparados por militares que retornavam da Segunda Guerra Mundial. Entretanto, os acontecimentos registrados em 05 de dezembro daquele ano colocaram essa explicação em dúvida.

Naquela noite, por volta das 21h27, a tripulação de um avião militar C-47 observou uma enorme bola de fogo verde enquanto voava a mais de 5.000 metros de altitude, nas proximidades de Albuquerque. Embora lembrasse um meteoro, o objeto apresentava um comportamento incompatível com esse tipo de fenômeno. Segundo o capitão William Goede, seu copiloto e o engenheiro de voo, a luz surgiu próxima às Montanhas Sandia, subiu rapidamente, nivelou seu voo e desapareceu em alta velocidade, seguindo uma trajetória horizontal.

Poucos minutos antes, um DC-3 da Pioneer Airlines também havia informado à Base Aérea de Kirtland sobre uma esfera verde observada a leste de Las Vegas, Novo México. Os pilotos inicialmente acreditaram tratar-se de um meteoro, mas mudaram de opinião quando perceberam que o objeto voava praticamente lado a lado com a aeronave. Durante a aproximação, a luz mudou de tonalidade, passando do avermelhado para um verde intenso. Temendo uma colisão, o comandante realizou uma manobra evasiva. Segundo os tripulantes, a esfera aparentava ter o tamanho da Lua cheia antes de diminuir gradualmente enquanto se afastava em direção ao horizonte.

Naquela mesma noite, dezenas de testemunhas entraram em contato com a Base Aérea de Kirtland relatando o mesmo fenômeno. Como a região concentrava algumas das mais importantes instalações ligadas ao programa nuclear norte-americano, a Inteligência da USAF demonstrou grande preocupação com os acontecimentos.

Para investigar o caso, foi convocado o renomado astrônomo e especialista em meteoritos Lincoln La Paz, diretor do Instituto de Meteoritos da Universidade do Novo México. Sua investigação revelou que pelo menos oito esferas verdes haviam sido observadas em diferentes localidades, sendo o episódio de 05 de dezembro o mais impressionante. No entanto, apesar das buscas, nenhuma evidência de impacto foi encontrada, levando La Paz a concluir que dificilmente aquelas luzes poderiam ser meteoritos.

Os avistamentos continuaram nos primeiros meses de 1949. Milhares de pessoas observaram novamente as misteriosas esferas verdes, incluindo o próprio La Paz, oficiais da Inteligência da Base Aérea de Kirtland e cientistas do Laboratório Nacional de Los Alamos. Diante da frequência dos relatos, a Força Aérea organizou uma conferência reunindo alguns dos maiores especialistas da época, entre eles o físico Edward Teller, considerado o “pai da bomba de hidrogênio”. Embora parte dos participantes defendesse a hipótese de meteoritos, La Paz discordou energicamente, argumentando que as características observadas eram incompatíveis com esse tipo de fenômeno. Ao final da reunião, a própria USAF concluiu que as chamadas “bolas de fogo verdes” representavam um fenômeno natural ainda desconhecido.

Em meados de 1949, a Força Aérea iniciou o Projeto Twinkle, destinado a registrar fotograficamente as misteriosas luzes utilizando estações equipadas com teodolitos e câmeras especiais para medir trajetórias e velocidades. Apesar do esforço, o projeto foi encerrado cerca de seis meses depois devido à falta de recursos, consequência dos cortes orçamentários provocados pela Guerra da Coreia.

Os relatos continuaram esporadicamente até o final de 1952, quando as enigmáticas esferas verdes deixaram de ser observadas com frequência sobre o Novo México. Até hoje, sua verdadeira origem permanece sem uma explicação definitiva, tornando o episódio um dos casos mais intrigantes da história da investigação oficial de fenômenos aéreos não identificados nos Estados Unidos.

Fonte: Yahoo!News (com adaptações)

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