GRAVAÇÃO DE VÍDEO SOBRE OVNIS DA “INVASÃO DE WASHINGTON” PODE SER LIBERADA!

Parlamentares dos EUA estão pressionando para que um dos fatos ufológicos mais emblemáticos dos EUA seja divulgado após 74 anos

Na quinta-feira (25/06), o deputado Eric Burlison, republicano do Missouri, anunciou em um fórum sobre transparência em relação a UAPs (Fenômenos Aéreos Não Identificados) que existe uma gravação de uma reunião sobre OVNIs entre oficiais da Força Aérea e cientistas em 1952.

Ele afirmou que o Laboratório Lincoln do MIT, um centro de pesquisa e desenvolvimento financiado pelo governo federal, concordou em disponibilizar o material.

O diretor executivo da Disclosure Foundation, Jordan Flowers, disse à NewsNation que o documento provavelmente é uma gravação de áudio em fita de rolo sobre os incidentes em Washington, D.C. Ele atribui a Burlison, membro do chamado UAP Caucus no Congresso, o mérito de ter descoberto o artefato.

Ele parou de perguntar educadamente. Ele sabe onde estão certos arquivos. Ele está exigindo respostas”, disse Flowers ao “NewsNation Prime” no sábado. “Eles encontraram esses arquivos dessa forma no MIT Lincoln Labs. Os advogados deles confirmam que eles existem.”

Os avistamentos de OVNIs, conhecidos como a “Invasão de Washington”, abalaram os EUA em 1952.

Os avistamentos de OVNIs em julho de 1952 sobre a capital dos EUA foram observados por radar e também por testemunhas oculares, incluindo pilotos de avião que relataram luzes incomuns no céu. Jatos militares foram acionados em resposta — sem sucesso.

A história ganhou repercussão sensacionalista quando as notícias descreveram os objetos misteriosos como discos voadores. A paranoia da Guerra Fria alimentou teorias de que os soviéticos estariam de alguma forma por trás das incursões inexplicáveis no espaço aéreo americano.

A Força Aérea realizou uma coletiva de imprensa no final do mês para conter todas as especulações, com as autoridades atribuindo os OVNIs às condições climáticas.

A notícia de que existe uma gravação sobre os avistamentos em Washington é importante, disse Flowers, porque “prova que há material significativo que não foi divulgado ao público sobre o nosso governo ter levado essas coisas a sério por pelo menos 70, senão 80 anos“.

A aquisição pendente também representa mais um exemplo de como a cultura de sigilo em torno dos UAPs está mudando, afirmou ele.

A Força Aérea atribuiu os avistamentos de OVNIs às condições climáticas.

Chegamos a deixar de lado as formalidades, em termos de exigir transparência, saber onde essas coisas estão e retirá-las das estruturas corretas”, disse Flowers.

Sua organização patrocinou o Fórum de Divulgação de 2026, realizado em 25 de junho, que foi anunciado como o primeiro encontro desse tipo, reunindo legisladores, ufólogos e denunciantes que têm pressionado por maior transparência.

Contraponto brasileiro

Segundo o ufólogo Toni Inajar, membro do Esquadrão UFO e coeditor da Revista Fenômeno UFO, as famosas imagens dos UFOs sobre a Casa Branca, registradas em Washington em 1952, não mostram objetos voadores anômalos. Em sua análise, os supostos discos luminosos são resultado de um efeito óptico conhecido como lens flare, provocado pelos reflexos das luzes dos postes de iluminação pública na lente da câmera. Para Inajar, esse fenômeno fotográfico explica a aparência dos objetos nas imagens, sem que elas constituam evidência da presença de UFOs sobre a capital norte-americana.

O que foi a “Invasão dos UFOs em Washington/DC em 1952”?

Entre os dias 12 e 29 de julho de 1952, uma série de avistamentos de objetos não identificados sobre Washington, D.C., ganhou destaque na imprensa internacional. Os episódios mais marcantes ocorreram nas noites de 19 para 20 e de 26 para 27 de julho.

Controladores de tráfego aéreo do Aeroporto Nacional de Washington e da Base Aérea de Andrews detectaram, por radar, diversos alvos realizando movimentos incomuns, com velocidades elevadas e mudanças bruscas de direção incompatíveis com as aeronaves conhecidas da época.

Paralelamente, pilotos de companhias aéreas, militares e testemunhas em solo relataram a observação de luzes intensas, predominantemente alaranjadas, cruzando o céu da capital norte-americana.

Diante da repercussão, a Força Aérea dos Estados Unidos mobilizou caças interceptadores F-94 para investigar os contatos de radar. No entanto, sempre que os aviões se aproximavam da área indicada, os objetos desapareciam dos radares ou se deslocavam rapidamente, impedindo qualquer interceptação.

Para conter a crescente atenção da imprensa e da opinião pública, a Força Aérea realizou uma coletiva de imprensa e atribuiu os eventos a inversões térmicas na atmosfera. Segundo a explicação oficial, essas condições meteorológicas poderiam gerar ecos falsos nos radares e provocar distorções visuais de luzes terrestres, oferecendo uma explicação convencional para os avistamentos. Entretanto, o caso permanece como um dos episódios ufológicos mais conhecidos e debatidos da história.

Fonte: NewsNation

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